|
1.2.02
Kioshi:
Bom, lá vai:
Morfina é dada no hospital para pacientes terminais ou com dor crônica, controladamente. Para terminais, dá se sem muito critério. Pra dor crônica, o Dr. Varella defende que também deve ser dada, vendida livremente em farmácias. Ele diz que não vicia. Mas no pronto socorro, todo dia chega uma ou duas pessoas com anemia falciforme, uma doença que dá dores terríveis quando há stress no organismo (ifnfecções, traumas, etc), e frequentemente já pedem pra tomar morfina na veia, sedo que muitas vezes resolve-se a dor com drogas menos potentes. Muitas vezes as pacientes nem estão co dor, e sim fingindo que estão para 'ganhar' uma dose de morfina. Há um alto índice de vício em morfina em pacientes com anemia falciforme (e até em médicos anestesistas, que têm muito contato e fácil acesso à droga). Dá, sim, para medir a dor de um paciente pelo exame físico. Assim como dá pra ver a mulherada que chega com dor no peito dizendo que o coração tá parando e concluir que muitas vezes não passa de ataque de ansiedade (o famoso 'piti'). Quanto a dores em terminais, há esquemas preconizados de droga. Sedação M1, M2, M3, por aí vai. Cada uma é uma combinação de drogas, cada grau mais potente, para que os pacientes terminais tenham uma morte tranquila e sem dores - a última coisa que importa em um paciente terminal é se ele vai ou não viciar na morfina, obviamente. Grande parte do que falei aqui não é opinião. É evidência, regras, escritas nos melhores livros e resultantes de estudos. Tirando o Dr. Varella, a maioria dos médicos (os bons, que se atualizam, estudam) segue o que preconiza os mais respeitados estudos feitos sobre cada assunto. Não existe mais isso de opinião de médico ser contra drogas potentes em pacientes terminais. A Clínica Médica moderna é baseada em evidências e guidelines, não na opinião pessoal de cada médico.
Comments:
Postar um comentário
|
||
|
|